V I S I T E - S E
Nosso encontro
Lua branca
Lua grande
Amor-perfeito
Pro meu peito
Pro coração
Paz
Pro coração
Luz
Lua me conduz
Lua branca
Lua grande
Amor-perfeito
Pro teu peito
Pro coração
Paz
Pro coração
Luz
Lua te conduz
Artes Cínicas - da superfície ao mergulho
CENA DE TEATRO: A vilã abre a caixa de e-mail do mocinho, envia uma mensagem para ela mesma.
CENA DE CINEMA: A vilã abre a caixa de e-mail do mocinho, envia uma mensagem para ela mesma com cópia para a namorada do mocinho.
CENA DE TV: A vilã abre a caixa de e-mail do mocinho, envia uma mensagem para ela mesma com cópia para a namorada do mocinho, entra no próprio e-mail e responde a todos.
CENA DE CINEMA: A vilã abre a caixa de e-mail do mocinho, envia uma mensagem para ela mesma com cópia para a namorada do mocinho.
CENA DE TV: A vilã abre a caixa de e-mail do mocinho, envia uma mensagem para ela mesma com cópia para a namorada do mocinho, entra no próprio e-mail e responde a todos.
Estou tão perdida nesse lance que inventei pra mim.
Por quê desejo tanto da vida, das coisas, de tudo em mim ou fora?
Por quê eu simplesmente não me transformo em uma pessoa conformista e pronto?!!!
Sinto que tenho lutado muito desde o dia em que nasci, aliás, até onde eu sei, lutei pra conseguir nascer e isso tem me custado meio caro.
Buscando sempre alguma coisa que faça mais sentido que as coisas que vão perdendo seu sentido aos poucos...
E nessa busca, a inconstância tem sido companheira.
Amanhã é outro dia, quem sabe desperto um novo olhar.
Por quê desejo tanto da vida, das coisas, de tudo em mim ou fora?
Por quê eu simplesmente não me transformo em uma pessoa conformista e pronto?!!!
Sinto que tenho lutado muito desde o dia em que nasci, aliás, até onde eu sei, lutei pra conseguir nascer e isso tem me custado meio caro.
Buscando sempre alguma coisa que faça mais sentido que as coisas que vão perdendo seu sentido aos poucos...
E nessa busca, a inconstância tem sido companheira.
Amanhã é outro dia, quem sabe desperto um novo olhar.
Curso de Realismo
Primeiro experimento 28/03/2011
A porta fechando... a imagem da cartomante sumindo. Ela foi embora e me levou consigo junto com a leitura daquelas cartas na sala de jantar. E fiquei só. Só de só, de só isso só, não só de sozinha apenas. Só de como quem perde a massa viva e é apenas uma escultura feita com uma fina camada de cristal, reflexo das palavras que foram ditas. O que é que está acontecendo? O que é que eu estou sentindo? O que é isso no meu estômago??? Permaneço sentada, olhando através da janela, como quem vê uma paisagem ao longe, sem volume, uma paisagem feita de forma apenas, contornos ocos. Eu sou essa paisagem, que interna a mim, se reflete como um deserto. Sem areia, sem horizonte, sem céu. O deserto de fora e deserto de dentro, sala vazia, corpo vazio. E a voz interna ecoa num espaço inteiro vazio até se confundir com os barulhos da rua. Vejo que a partir de agora posso flutuar etérea pelo universo. Me fui. Adeus! Não sou mais aqui. Não, um lampejo de olhar me mostra o reflexo no vidro da janela. Um vulto iluminado pelo abajur. Não olhe demais!!! Não penetre!!! Vire-se!!! Mas não sou eu quem vê o reflexo no vidro, é o reflexo do vidro que me vê! Vire-se, vamos... recomponha-se!! Mas não tem mais jeito a fina camada de cristal já foi violada... virou pó. Pó só. E o mundo inteiro lá fora... Alguém me roubou alguma coisa que eu não sei bem o que é, mas me faz falta... alguém me roubou, pulou a janela e me olha lá da rua, pra saber da minha reação, mas esquece que também levou a minha reação. Feche a janela! Feche a janela! Feche a janela! Fe-che-a-porra-da-ja-ne-la!!! Meu único gesto foi o de apagar a luz do abajur. Olho pro vidro da janela. Perdi o meu reflexo que me via! Infelizmente fiquei ainda mais só. Mas ainda tem aquela pessoa lá fora que me olha. Acendo o abajur novamente. Ela ainda está lá, o que ela vê? Ela vê o reflexo que me vê?
Karine Spuri
Salve Iemanjá
Serena minha alma, minha mãezinha navegante
És meu barquinho de beleza e de bondade
Minha rainha que me banha em ondas de amor
Dona da minha cabeça, dona da minha vontade
Me dá amor pra eu amar
Me dá o amar pra eu ser amor
Aforismo
Por um achísmo quase perco o chão
Ah, chão...
Que não me cai não
A rua é escura, é bandida
Caminhei muito
E era como se estivesse no topo de um prédio
Prestes...
Prestes...
Mas, prestes atenção amor
A escuridão não me pega mais
Eu já corri de tanto cachorro louco
Que hoje em dia também mordo
E não tenho mais medo do caminhar a diante
Amado Jorge Amado
Inundada por um par de olhos verdes e um sorriso do tamanho do mar
Ah, mar!
Como ela é linda! Como ela é linda!
Ah, mar!
Como ela é linda! Como ela é linda!
Segue o teu destino
Rega as tuas plantas
Ama as tuas rosas
O resto é a sombra
De árvores alheias
Rega as tuas plantas
Ama as tuas rosas
O resto é a sombra
De árvores alheias
A realidade
Sempre é mais ou menos
Do que nós queremos
Só nós somos sempre
Iguais a nós próprios.
Suave é viver só
Grande e nobre é sempre
Viver simplesmente
Deixa a dor nas aras
Como ex-voto aos deuses
Vê de longe a vida
Nunca a interrogues
A resposta está além dos deuses.
Mas serenamente
Imita o Olimpo
No teu coração
Os deuses são deuses
Porque não se pensam
Nunca a interrogues
A resposta está além dos deuses.
Mas serenamente
Imita o Olimpo
No teu coração
Os deuses são deuses
Porque não se pensam
Fernando Pessoa (Ricardo Reis)
ENXURRADA
Corro
Me morro
Subo no morro
E escorro
Com a água da chuva
En
xur
ra
da
Rua alagada
Calçada molhada
Cidade inundada
Ex
cor
regada
E bate cabelo
E bate cabeça
Cabeça de gente
Gente que sente
Que senta
Na sombra da árvore
E ri da gente
A gente da gente
A gente pra gente
D E L I C I O S A M E N T E
E o sol quente
Que brilha pra gente
E a chuva cadente
Banhando a gente
Que ri contente
Sabendo que é gente
E só
Somente
Di-ferente de gente
Que não sente
E não senta
Na sombra da árvore
E o sol quente
Que foge da gente
E a chuva corrente
Que corre da gente
Pobre dessa gente
Que se sente
E demente
Mente
Mente essa gente
Mente pra si
Mente pra gente
Diferente da gente
Que fica sentado
Debaixo da árvore
E o sol escaldante
E a chuva constante ti te
Gente Leve
l i v r e e sal tan
A gente
Que é gente
E gosta de gente
De morros de gente
Gente da gente
Convivente
Feliz e sorridenterre
Que corre
Escorre
E senta contente
Na sombra da árvore
No sol quente
Ensolarada gente
Diferente de gente
Que não corre
Não se morre
E no morro não sobe
No morro de gente
Que não é diferente
Dessa chuva de gente
Que diferente da gente
Vive descrente
Descrente de gente
Descrente de árvore
Da água da chuva
E do sol quente
Gente igual a gente
Que finge pra gente
Por medo evidente
De ser gente vivente
Amante da vida
E amante da gente
Ai gente...
Me morro
Subo no morro
E escorro
Com a água da chuva
En
xur
ra
da
Rua alagada
Calçada molhada
Cidade inundada
Ex
cor
regada
E bate cabelo
E bate cabeça
Cabeça de gente
Gente que sente
Que senta
Na sombra da árvore
E ri da gente
A gente da gente
A gente pra gente
D E L I C I O S A M E N T E
E o sol quente
Que brilha pra gente
E a chuva cadente
Banhando a gente
Que ri contente
Sabendo que é gente
E só
Somente
Di-ferente de gente
Que não sente
E não senta
Na sombra da árvore
E o sol quente
Que foge da gente
E a chuva corrente
Que corre da gente
Pobre dessa gente
Que se sente
E demente
Mente
Mente essa gente
Mente pra si
Mente pra gente
Diferente da gente
Que fica sentado
Debaixo da árvore
E o sol escaldante
E a chuva constante ti te
Gente Leve
l i v r e e sal tan
A gente
Que é gente
E gosta de gente
De morros de gente
Gente da gente
Convivente
Feliz e sorridenterre
Que corre
Escorre
E senta contente
Na sombra da árvore
No sol quente
Ensolarada gente
Diferente de gente
Que não corre
Não se morre
E no morro não sobe
No morro de gente
Que não é diferente
Dessa chuva de gente
Que diferente da gente
Vive descrente
Descrente de gente
Descrente de árvore
Da água da chuva
E do sol quente
Gente igual a gente
Que finge pra gente
Por medo evidente
De ser gente vivente
Amante da vida
E amante da gente
Ai gente...
Que não seja você, P&B
Me disseram de tristeza,
Te pintaram mal
Sem cor
Dor
De dor
De dor de amor
Me pediram pra dizer
Deixa-se ser
Alto astral
Amor
Sem dor
Sem dor de amor
Natureza Viva - Caio Fernando Abreu
Como você sabe, dirás feito um cego tateando, e dizer assim, supondo um conhecimento, faria quem sabe o coração do outro adoçar um pouco até prosseguires, mas sem planejar, embora planejes há tanto tempo, farás coisas como acender o abajur do canto depois apagar a luz mais forte, criando um clima assim mais íntimo, mais acolhedor, que não haja tensão alguma no ar, mesmo que previamente saibas do inevitável das palmas molhadas de tuas mãos, do excesso de cigarros e qualquer coisa como um leve tremor que, esperas, não transparecerá em tua voz. Mas dirás assim, por exemplo, como você sabe, sim como você sabe, a gente, as pessoas, infelizmente têm, temos, essa coisa, emoções, mas te deténs, infelizmente? o outro talvez perguntaria por que infelizmente? então dirás rápido, para não desviar-te demasiado do que estabeleceste, qualquer coisa como seria tão bom se pudéssemos nos relacionar sem que nenhum dos dois esperasse absolutamente nada, mas infelizmente, insistirás, infelizmente nós, a gente, as pessoas, têm, temos - emoções. Meditarias: as pessoas falam coisas, e por trás do que falam há o que sentem, e por trás do que sentem há o que são e nem sempre se mostra. Há os níveis-não-formulados, camadas imperceptíveis, fantasias que nem sempre controlamos, expectativas que quase nunca se cumprem, e sobretudo emoções. Que nem se mostra. Por tudo isso, infelizmente, repetirás, insistirás, completamente desesperado, e teu único apoio seria a mão estendida que, passo a passo, raciocinas com penosa lucidez, através de cada palavra estarás quem sabe afastando para sempre. Mas já não sou capaz de me calar, talvez dirás então, descontrolado, e um pouco mais dramático, porque meu silêncio já não é uma omissão, mas uma mentira. O outro te olhará com seus olhos vazios, não entendendo que teu ritmo acompanharia o desenrolar de uma paisagem interna, absolutamente não-verbalizável, desenhada traço a traço em cada minuto dos vários dias e tantas noites de todos aqueles meses anteriores, recuando até a data, maldita ou bendita, ainda não ousaste definir, em que pela primeira vez o círculo magnético da existência de um, por acaso banal ou pura magia, interceptou o círculo do outro.No silêncio que se faria, pensas, precisarás fazer alguma coisa, como colocar um disco ou ensaiar um gesto, mas talvez não faças nada, porque ele continuará te olhando com seus olhos vazios, no fundo dos quais procuras, mergulhador submarino, o indício mínimo de um tesouro escondido para que possas voltar à tona com um sorriso nos lábios e as mãos repletas de pedras preciosas. Mas nesse silêncio que certamente se fará, talvez acendas mais um cigarro, e com a seca boca cerrada, sem nenhum sorriso, evitarias o mergulho para não correres o risco de encontrar uma fera adormecida. Teu coração baterá fortemente, sem que ninguém escute, e por um momento talvez imaginas que poderias soltar os membros e simplesmente tocá-lo, como se assim conseguisses produzir uma espécie qualquer de encantamento que de repente iluminaria esta sala com aquela luz que tentas, em vão, descobrir também nele, enquanto dentro de ti ela se faz quase tangível de tão clara.Nítida luz que ele não vê, esse outro sentado a teu lado na sala levemente escurecida, onde os sons externos mal penetram, como se estivessem os dois presos dentro de uma bolha de ar, de tempo, de espaço, e novamente encherás o cálice com um pouco mais de vinho para que o líquido descendo por tua garganta trêmula vá de encontro a essa claridade que tentas, precário, transformar em palavras luminosas para ofender a ele. Que nada, diz, e nada dirás, e sem saber por quê pensas um extenso corredor escuro onde tateias, feito cego, as mãos estendidas para o vazio, pressentindo o nada, que tu mesmo prepararias agora, suicida meticuloso, através de silêncios mal tecidos e palavras inábeis, pobre coisa sedenta, te feres, exigindo o poço alheio para matar tua sede indivisível.Anjos e demônios esvoaçariam coloridos pela sala, mas o caçador de borboletas permanece parado, olhando para a frente, um cigarro aceso na mão direita, um cálice cheio de vinho na mão esquerda. A presença do outro latejaria a teu lado, quase sangrando, como se o tivesses apunhalado com tua emoção não dita. Tuas mãos apoiadas em bengalas mentirosas não conseguiriam desvencilhar o gesto para romper essa espessa e invisível camada que te separa dele. Por um momento desejarás então acender a luz, dar uma gargalhada ridícula, acabar de vez com tudo isso, fácil fingir que tudo estaria bem, que nunca houve emoções, que não desejas tocá-lo nem conhecê-lo, que o aceitas assim latejando amigo velo remoto, completamente independente de tua vontade, te todos esses teus informulados sentimentos. No momento seguinte, tão imediato que nascerá, gêmeo tardio, quase ao mesmo tempo que o anterior, desejerás depositar o cálice, apagar o cigarro e estender duas mãos limpas em direção a esse rosto que sequer te olha, absorvido na contemplação de sua própria paisagem interna.Mas indiferente à distância dele, quase violento, de repente queres violar com tua boca ardida de álcool e fumo essa outra boca a teu lado. Desejarás desvendar palmo a palmo esse corpo que tá tento tempo supões, até que as palma famintas de tuas mãos tenham percorrido todos os caminhos, até que tua língua tenha rompido todas as barreiras do medo e do nojo, tua boca voraz tenha bebido todos os líquidos, tuas narinas sugado todos os cheiros e, alquímico, os tenha transmutado num só, o teu e o dele, juntos - luz apagada, peças brancas de roupa cintilando, jogadas ao chão. Desejá-lo assim, a esse outro tão íntimo que às vezes julgas desnecessário dizer alguma coisa, porque enganado supões que tu e ele, vezenquando, sejam um só, te encherá o corpo de uma força nova, como se uma poderosa energia brotasse de algum centro longínquo, há muito adormecido, quem sabe dessa luz oculta, é então que sentes claramente que ele não é tu e que tu não serás ele, essa coisa, o outro, que mágico ou demoníaco, deliberado ou casual, te inflama assim, alucinando tua alma. Queres pedir a ele que, simplesmente sendo, te mantenha nesse atormentado estado brilhante para que possas iluminá-lo também com teu toque, com tua língua terna, com a vara de condão de teu desejo. Mas ele nada sabe, nem saberá se permaneceres assim, temeroso de que uma palavra ou gesto desastrados seriam capazes de rasgar em pedaços essa trama onde te enleias cada vez mais sem remédio, emaranhado em ti, em tua viva emoção, emaranhado no desconhecido de dentro dele, o outro - que no lado oposto do sofá cruza as mãos sobre os joelhos, quase inocente, esperando atento, educado, que de alguma forma termines o que começaste. Muito mais que com amor ou qualquer outra forma tortuosa de paixão, será surpreso que o olharás agora, porque ele nada sabe de tu próprio poder sobre ti, e neste exato momento poderias escolher entre torná-lo ciente de que dependes dele para que te ilumines ou escureças assim, intensamente, ou quem sabe orgulhoso negar-lhe o conhecimento desse estranho poder, para que não te estraçalhe impiedoso entre as unhas agora calmamente postas em sossego, cruzadas nas pontas dos dedos sobre os joelhos. Ah: fumarás demais, beberás em excesso, aborrecerás todos os amigos com tuas histórias desesperadas, noites e noites a fio permanecerás insone, a fantasia desenfreada e o sexo em brasa, dormirás dias adentro, faltarás ao trabalho, escreverás cartas que não serão nunca enviadas, consultarás búzios, números, cartas e astros, pensarás em fugas e suicídios em cada minuto de cada novo dia, chorarás desamparado atravessando madrugadas em tua cama vazia, não conseguirás sorrir nem caminhar alheio pelas ruas sem descobrires em algum jeito alheio o jeito exato dele, em algum cheiro o cheiro preciso dele.Que não suspeitará de tua perdição, mergulhado como agora, a teu lado, na contemplação dessa paisagem interna onde não sabes sequer que lugar ocupas, e nem mesmo estás. Na frente do espelho, nessas manhãs maldormidas, acompanharás com a ponta dos dedos o nascimento de novos fios brancos nas tuas têmporas, o percurso áspero e cada vez mais fundo dos negros vales lavrados sob teus olhos profundamente desencantados. Sabes de tudo sobre esse possível amargo futuro. Sabes também que já não poderias voltar atrás, que estás inteiramente subjugado e as tuas palavras, sejam quais forem, não serão jamais sábias o suficiente para determinar que essa porta a ser aberta agora, logo após teres dito tudo, te conduza ao céu ou ao inferno. Mas sabes principalmente, com uma certa misericórdia doce por ti, por todos, que tudo passará um dia, quem sabe tão de repente quanto veio, ou lentamente, não importa.Só não saberás nunca que neste exato momento tens a beleza insuportável da coisa inteiramente viva. Como um trapezista que só repara na ausência da rede após o salto lançado, acendes o abajur do canto da sala depois de apagar a luz mais forte. E começas a falar.
Nasci só
Aprendi a ser só
Meus amigos me bastam
Fazem parte da minha alegria
A solidão também me agrada
Eu me agrado de minha companhia
Não sofro com a solidão
Vivo bem com ela
E sobrevivo em meio à estranhos
Ainda bem que tenho os amigos
Que fazem com que a vida seja gentil comigo
Como tem sido ao longo dos anos
Como será até a eternidade
De ser eu
E só
Aprendi a ser só
Meus amigos me bastam
Fazem parte da minha alegria
A solidão também me agrada
Eu me agrado de minha companhia
Não sofro com a solidão
Vivo bem com ela
E sobrevivo em meio à estranhos
Ainda bem que tenho os amigos
Que fazem com que a vida seja gentil comigo
Como tem sido ao longo dos anos
Como será até a eternidade
De ser eu
E só
Cat's Day
My teat always be there
And, where are my floor?
Sorry, my brain it's closed for clean
And my heart, and my soul
I'm so tired
My cat is talking alone
He's walking to the room crying my tears
But I don't have reason to wake up
I'm looking a word
(Something word for suffo the pain)
A button
(Something image for mentalize good days)
For turn on my smile
And... move on!
And, where are my floor?
Sorry, my brain it's closed for clean
And my heart, and my soul
I'm so tired
My cat is talking alone
He's walking to the room crying my tears
But I don't have reason to wake up
I'm looking a word
(Something word for suffo the pain)
A button
(Something image for mentalize good days)
For turn on my smile
And... move on!
Despedida
Ele é um instantâneo de página de diário com a aparência que ela tinha em 13 jul.
Ela ainda pensa nele.
Ele nunca soube pensar direito, por isso era o que é.
Ela foi pedida em casamento.
Ainda não aceitou.
Ele jamais vai se casar.
Morreria no altar, de despedida de solteiro.
Deixaria uma viúva de véspera.
Ele nunca prestou mesmo!
Mas ela talvez se case, mais uma vez, em 12 Out.
Seu anjo da guarda até que ajuda.
O corredor é longo, e sua felicidade, aparente!
É, talvez ela não se case.
Aparentemente!
Talvez ELE se case.
Talvez ele se case em 31 dez antes da Meia-noite.
E em 01 jan, seja quase um estrangeiro, dentro de si.
Talvez ele se case e, de ressaca, se separe.
E talvez não!
Aparentemente, ele nunca se casaria.
Ela ainda pensa nele!
Sem amor, mas pensa nele.
Sempre soube que seria impossível.
E ele nunca pensou no assunto.
Nunca foi de pensar muito mesmo!
Quanto tempo o tempo tem?
Quanto tempo falta
Quanto tempo tem
Quanto tempo a gente sabe
Ficar sem ninguem
Quanto tempo ainda falta
Quanto tempo ainda tem
Quanto tempo ainda tem
Pra esperar por alguém
Que não se sabe de onde vem
Tem um muro estacionado na minha paisagem
O muro levantado através da janela
O.B no esta cio na ment(e)
Duas mulheres tristes
Lânguido desenho feito às pressas
Mulheres cabeças, sem as pernas
As pernas fugiram apressadas
Correndo dos olhos curtos dos policiais
Vôos e Viagens
Segundo a Marcinha
O tempo no aeroporto é diferente do tempo da gente
No aeroporto o tempo voa
E a gente também... viaja!
Só não viaja mais que a Marcinha!
O tempo no aeroporto é diferente do tempo da gente
No aeroporto o tempo voa
E a gente também... viaja!
Só não viaja mais que a Marcinha!
O Nariz de Cleópatra
Queria voar sem ter medo de cair
E se cair, não ter medo de me machucar
Queria ter um rio para rir e uma gotinha de chuva para chorar
Se soubesse que caminho faz a cabeça quando ela gira
Ou em que pé de árvore encostar o tronco
E descansar os ossos
Do ofício!
Do sacrifício arqueológico de procurar frestas nas janelas
Conhecer a alma em peso e volume!
E o volume certo em que as batidas do coração devem soar
Sem causar
Os suspeitos suspiros
Ruídos dessa minha alma
Já calejada!
Já esmaltada pela tintura do dia a dia
Pela esquina
Na contramão
Meu contraponto de peito partido!
Ah, se meus dois pés fossem do mesmo tamanho e não me faltassem dois dentes!
O meu juízo é avariado!!!
Culpa de um coração que mora no centro da cidade do meu peito aberto
Coração que não muda!
E não se muda, porque tem uma queda pelo Plexo Solar
Coração que se enrubesse quando sai o Sol
Que não sabe que mesmo em frente ao mar
MORRE-SE DE SEDE!!!
Coração bobo, que nem sequer cogita a hipótese de não existir horizonte
Ou a possibilidade de que este seja apenas uma ilusão de ótica
Ou um ponto de vista
Ou a aerodinâmica do Sol
Das coisas
Dos lugares
Das pessoas
Que esquecem que a terra gira
GIRAMUNDO
MUNDO GIRA
GIRA MUITO
Coitadas das víceras que já se expuseram tanto!
Coitadas das mãos que já carregaram muitas bagagens!
Valises e viagens
E sempre as sobrecargas!
Que na maioria dos casos
E acasos
Nem são necessárias
Mas é inútil brigar com aquilo que nos sobrevive!
Coração se doa
E mãos
E braços
A(h)braços!
Nós nunca saberemos se a teoria de Cleópatra é verdadeira.
Um centímetro a mais de nariz pra quem tinha tão pouco cabelo?!
Não seriam melhor perucas?!
Respostas são sempre desnecessárias pra quem não sabe formular as perguntas!
Jeitinho bobo de viver
Sem possibilidade
De diálogo!
E se cair, não ter medo de me machucar
Queria ter um rio para rir e uma gotinha de chuva para chorar
Se soubesse que caminho faz a cabeça quando ela gira
Ou em que pé de árvore encostar o tronco
E descansar os ossos
Do ofício!
Do sacrifício arqueológico de procurar frestas nas janelas
Conhecer a alma em peso e volume!
E o volume certo em que as batidas do coração devem soar
Sem causar
Os suspeitos suspiros
Ruídos dessa minha alma
Já calejada!
Já esmaltada pela tintura do dia a dia
Pela esquina
Na contramão
Meu contraponto de peito partido!
Ah, se meus dois pés fossem do mesmo tamanho e não me faltassem dois dentes!
O meu juízo é avariado!!!
Culpa de um coração que mora no centro da cidade do meu peito aberto
Coração que não muda!
E não se muda, porque tem uma queda pelo Plexo Solar
Coração que se enrubesse quando sai o Sol
Que não sabe que mesmo em frente ao mar
MORRE-SE DE SEDE!!!
Coração bobo, que nem sequer cogita a hipótese de não existir horizonte
Ou a possibilidade de que este seja apenas uma ilusão de ótica
Ou um ponto de vista
Ou a aerodinâmica do Sol
Das coisas
Dos lugares
Das pessoas
Que esquecem que a terra gira
GIRAMUNDO
MUNDO GIRA
GIRA MUITO
Coitadas das víceras que já se expuseram tanto!
Coitadas das mãos que já carregaram muitas bagagens!
Valises e viagens
E sempre as sobrecargas!
Que na maioria dos casos
E acasos
Nem são necessárias
Mas é inútil brigar com aquilo que nos sobrevive!
Coração se doa
E mãos
E braços
A(h)braços!
Nós nunca saberemos se a teoria de Cleópatra é verdadeira.
Um centímetro a mais de nariz pra quem tinha tão pouco cabelo?!
Não seriam melhor perucas?!
Respostas são sempre desnecessárias pra quem não sabe formular as perguntas!
Jeitinho bobo de viver
Sem possibilidade
De diálogo!
Poema Caule
eu me seguro amor
por dentro e por fora
pelo medo de me encontrar fora
muito fora
de mim
me faço raiz
sou meu próprio cais
me ancoro em minha haste
pra não chorar os ais
teus cantos e encantos
me enfeitiçam
tanto, tanto
que eu procuro canteiro
que não brote
você em mim
e de tempo em tempo
eu me podo
pra ficar longe de ti
me faço àrvore
pra te olhar e te querer
de outra forma assim
que não perto
bem perto
quase dentro
de mim
por dentro e por fora
pelo medo de me encontrar fora
muito fora
de mim
me faço raiz
sou meu próprio cais
me ancoro em minha haste
pra não chorar os ais
teus cantos e encantos
me enfeitiçam
tanto, tanto
que eu procuro canteiro
que não brote
você em mim
e de tempo em tempo
eu me podo
pra ficar longe de ti
me faço àrvore
pra te olhar e te querer
de outra forma assim
que não perto
bem perto
quase dentro
de mim
notícias...
Tanto eu queria dizer, tanto queria saber
de ti
de eu mesma
nem sei mais
porque de tudo aquilo que foi
ou que não foi
nem sei mais
Nem sei se quero, notícias?!
Notícia de ti me chegam com o vento e chuva dessa madrugada
mas há outra em seu lugar, amor
não sei se quero saber de ti
noticías dessa outra também que chega
chegou
Não sei
Não sei mais sobre nada
Vamos nos ver dia desses?
não sei.
Vamos nos falar?
Nos beijar?
não sei.
não seiiiiiiiiiiii
Posso te encontrar no hotel
Hum, então é aqui que você mora?
Agora?
O que eu faria agora?
Como eu te disse... há outra em seu lugar.
Há outra que se colocou em seu lugar
eu bem quis ela em seu lugar
você sabe
a vida vem em ondas como um mar
assim como aquela música
bem simples assim
e o vento me soprou pra longe de ti
não velo mais por ti
minha vela foi soprada
você a soprou também
não é destino
é desamor
já não velo mais por ti
vivo por mim
e por ela
ela, a outra em seu lugar
carinho...
carinhos que viram carícias
que viram beijos
na nuca
na boca
ai, a outra!
a outra, em seu lugar
essa que me chega notícias bem agora
é, agora!
no mesmo instante em que me chegam as suas
o tempo não me conservou a mesma, amor
amor?!
já não é mais amor
é melancolia apenas
por tudo que foi e que não foi
e que a gente sabe
não é, amor?!
você bem sabe
e o que seria de mim se te encontrasse agora?
logo agora?
agora que eu superei tudo
que eu te apaguei da minha vida
agora que eu ja não sonho mais contigo
e que bom, pra mim, isso...
já não vivo triste!
amor, não me mande notícias
não me deixe beijos
e não ouse voltar atrás do dito e do desdito
digo que não, amor...
não quero notícias suas
suas notícias desesperadas!!!
notícias que nunca ultrapassarão a nossa distância
é tarde pra gente
é cedo pra outra
carinhos
carícias
beijos
na nuca
na boca
perto, bem mais perto...
mais perto eu fico da outra!
enquanto você virou sombra
e eu te sopro todas as noites
todos os dias
e os intervalos de madrugada
em que você insiste em aparecer!
de ti
de eu mesma
nem sei mais
porque de tudo aquilo que foi
ou que não foi
nem sei mais
Nem sei se quero, notícias?!
Notícia de ti me chegam com o vento e chuva dessa madrugada
mas há outra em seu lugar, amor
não sei se quero saber de ti
noticías dessa outra também que chega
chegou
Não sei
Não sei mais sobre nada
Vamos nos ver dia desses?
não sei.
Vamos nos falar?
Nos beijar?
não sei.
não seiiiiiiiiiiii
Posso te encontrar no hotel
Hum, então é aqui que você mora?
Agora?
O que eu faria agora?
Como eu te disse... há outra em seu lugar.
Há outra que se colocou em seu lugar
eu bem quis ela em seu lugar
você sabe
a vida vem em ondas como um mar
assim como aquela música
bem simples assim
e o vento me soprou pra longe de ti
não velo mais por ti
minha vela foi soprada
você a soprou também
não é destino
é desamor
já não velo mais por ti
vivo por mim
e por ela
ela, a outra em seu lugar
carinho...
carinhos que viram carícias
que viram beijos
na nuca
na boca
ai, a outra!
a outra, em seu lugar
essa que me chega notícias bem agora
é, agora!
no mesmo instante em que me chegam as suas
o tempo não me conservou a mesma, amor
amor?!
já não é mais amor
é melancolia apenas
por tudo que foi e que não foi
e que a gente sabe
não é, amor?!
você bem sabe
e o que seria de mim se te encontrasse agora?
logo agora?
agora que eu superei tudo
que eu te apaguei da minha vida
agora que eu ja não sonho mais contigo
e que bom, pra mim, isso...
já não vivo triste!
amor, não me mande notícias
não me deixe beijos
e não ouse voltar atrás do dito e do desdito
digo que não, amor...
não quero notícias suas
suas notícias desesperadas!!!
notícias que nunca ultrapassarão a nossa distância
é tarde pra gente
é cedo pra outra
carinhos
carícias
beijos
na nuca
na boca
perto, bem mais perto...
mais perto eu fico da outra!
enquanto você virou sombra
e eu te sopro todas as noites
todos os dias
e os intervalos de madrugada
em que você insiste em aparecer!
Sinsentido
Manteniendo la compostura
a duras penas
a penas esto dura
lo que dura el cuerpo
el cuerpo
se mantiene por dentro
se va contigo
sinsentido me acompaña
recogiendo cosas del suelo
lo que otros
no quisieron
ah ah ah ah
...
encuentro trozos de vida
trozos de cuento
trozos de plástico
platas y recuerdos
trozos de trozos
trozos en cuerpos cuerpos en trozos
ay cuerpo, cuerpecito mío
que caña te he metio
en estos años que llevo
de camino perdio…
que me has robao el corazón
y lo has tirao a una alcantarilla
que me has robao el corazón
y lo has tirao a una alcantarilla
y mira ahora,
mira este cuerpo, cuerpecito mío
que caña te he metio
en estos años que llevo
de camino perdio…
ay cuerpo, cuerpecito mio...
ah ah ah ah
...
y las palabras
ahora te delatan
lo que llevas dentro
aunque vengan disfrazás de lo contrario
ya no me puedes engañar
así que me voy
porque total
tomar mi propia decisión
es casi la única libertad real
que me queda
así que me voy
porque total
pa que quedarme
si tomar mi propia decisión
es casi la única libertad real
que me queda.
Bebe
a duras penas
a penas esto dura
lo que dura el cuerpo
el cuerpo
se mantiene por dentro
se va contigo
sinsentido me acompaña
recogiendo cosas del suelo
lo que otros
no quisieron
ah ah ah ah
...
encuentro trozos de vida
trozos de cuento
trozos de plástico
platas y recuerdos
trozos de trozos
trozos en cuerpos cuerpos en trozos
ay cuerpo, cuerpecito mío
que caña te he metio
en estos años que llevo
de camino perdio…
que me has robao el corazón
y lo has tirao a una alcantarilla
que me has robao el corazón
y lo has tirao a una alcantarilla
y mira ahora,
mira este cuerpo, cuerpecito mío
que caña te he metio
en estos años que llevo
de camino perdio…
ay cuerpo, cuerpecito mio...
ah ah ah ah
...
y las palabras
ahora te delatan
lo que llevas dentro
aunque vengan disfrazás de lo contrario
ya no me puedes engañar
así que me voy
porque total
tomar mi propia decisión
es casi la única libertad real
que me queda
así que me voy
porque total
pa que quedarme
si tomar mi propia decisión
es casi la única libertad real
que me queda.
Bebe
Viver em ondas... agridoces
Chorar um mundo e rir um universo.
E as profundezas de não compreender tudo o que sinto.
Nem conseguir tocar, cheirar... saber a forma e o volume da minha alma.
Queria saber segurar os sentimentos nas mãos e apalpar tudo.
Observar de fora e vasculhar por dentro.
Queria comer o que sinto, saboreando lentamente, pra descobrir o gosto que tem.
Mesmo se eu não conseguir encontrar a resposta certa.
Talvez, apenas jogar esse jogo e apostar todas as minhas fichas na roleta!!!
Girando e girando e girando...
E girando com tanta força que tombaria meu drink na mesa.
Amor em gotas e frutas vermelhas... sem açúcar, mas "puxado" no afeto!
Lavando a mesa antes que a roleta pare!
Talvez eu não precise que ela pare!!!
Talvez eu não precise de certezas!!!
Não preciso de certezas do mesmo modo que não preciso estar com a razão sempre.
Abro mão disso pelo prazer de ver a gira girar!
Mesmo que seja difícil ir pro palco sem saber as deixas... o improviso e o novo.
Como se fossem garrafas quebrando na minha cabeça!
Mas, ao fechar os olhos, fica fácil acreditar que na alma, o vidro é apenas açúcar cristalizado.
Não passam de garrafas cênicas e coloridas!
E o improviso fica fácil... e doce!
Jogar e apostar todas as fichas e recolhê-las e apostar de novo e perdê-las e recuperá-las e apostá-las de novo... antes da roleta parar de girar.
Ouvindo a diminuta que faz a bolinha branca quicando no vermelho e no preto... e no vermelho e no preto... e no vermelho e no preto...
No vermelho e no preto, enquanto não inventam uma roleta mais colorida!
E enquanto ninguém ganha, ninguém perde!
É o jogo de viver entre dois hemisférios e atravessar pontes estreitas sem cordas de segurança... mesmo com medo de cair no precipício.
Mesmo sem ter certeza daquilo que sinto...
Mesmo sem conhecer o cheiro, mesmo sem conhecer o sabor...
As mãos não são delicadas o suficiente para tocar a alma.
E quando o sal do mar se mistura às nossas lágrimas, a gente esquece o oceano que chorou e aproveita a doçura de nadar desnuda, deixando de lado a vida sem tempo e o tempo sem vida...
E as profundezas de não compreender tudo o que sinto.
Nem conseguir tocar, cheirar... saber a forma e o volume da minha alma.
Queria saber segurar os sentimentos nas mãos e apalpar tudo.
Observar de fora e vasculhar por dentro.
Queria comer o que sinto, saboreando lentamente, pra descobrir o gosto que tem.
Mesmo se eu não conseguir encontrar a resposta certa.
Talvez, apenas jogar esse jogo e apostar todas as minhas fichas na roleta!!!
Girando e girando e girando...
E girando com tanta força que tombaria meu drink na mesa.
Amor em gotas e frutas vermelhas... sem açúcar, mas "puxado" no afeto!
Lavando a mesa antes que a roleta pare!
Talvez eu não precise que ela pare!!!
Talvez eu não precise de certezas!!!
Não preciso de certezas do mesmo modo que não preciso estar com a razão sempre.
Abro mão disso pelo prazer de ver a gira girar!
Mesmo que seja difícil ir pro palco sem saber as deixas... o improviso e o novo.
Como se fossem garrafas quebrando na minha cabeça!
Mas, ao fechar os olhos, fica fácil acreditar que na alma, o vidro é apenas açúcar cristalizado.
Não passam de garrafas cênicas e coloridas!
E o improviso fica fácil... e doce!
Jogar e apostar todas as fichas e recolhê-las e apostar de novo e perdê-las e recuperá-las e apostá-las de novo... antes da roleta parar de girar.
Ouvindo a diminuta que faz a bolinha branca quicando no vermelho e no preto... e no vermelho e no preto... e no vermelho e no preto...
No vermelho e no preto, enquanto não inventam uma roleta mais colorida!
E enquanto ninguém ganha, ninguém perde!
É o jogo de viver entre dois hemisférios e atravessar pontes estreitas sem cordas de segurança... mesmo com medo de cair no precipício.
Mesmo sem ter certeza daquilo que sinto...
Mesmo sem conhecer o cheiro, mesmo sem conhecer o sabor...
As mãos não são delicadas o suficiente para tocar a alma.
E quando o sal do mar se mistura às nossas lágrimas, a gente esquece o oceano que chorou e aproveita a doçura de nadar desnuda, deixando de lado a vida sem tempo e o tempo sem vida...
Feliz Ano Novo
Milhares de fogos
Mar agitado
Festa
E os meus muito obrigadas
A tudo e a todos
Que fazem com que minha vida seja vida
Muito amor e arte
Muita alegria e felicidade
Muito trabalho e dinheiro
Muitas histórias pra contar
Muitas histórias pra ouvir
Bem vindo 2010, que bom que você chegou!!!
Mar agitado
Festa
E os meus muito obrigadas
A tudo e a todos
Que fazem com que minha vida seja vida
Muito amor e arte
Muita alegria e felicidade
Muito trabalho e dinheiro
Muitas histórias pra contar
Muitas histórias pra ouvir
Bem vindo 2010, que bom que você chegou!!!
À meu gosto
Gosto tanto de você que dá gosto!
Um gostar além do verbo,
que por insuficiência no emprego,
já nem me serve mais!
Um gostar além do verbo,
que por insuficiência no emprego,
já nem me serve mais!
Estacionamento
O nosso abraço
E milhões de carros no mundo
Milhões de mundos
Já que você é do mundo
E eu que nem reconheço
O meu canto nesse mundo
O nosso abraço
E o teu mundo
Impenetrável mundo
Fundo
E vago
Mas nenhuma vaga
Pro meu mundo
O nosso abraço
E o meu soluço
Desejo caindo no mundo
E o mundo caindo soturno
Só queda só
E dor
Seu mundo pálido e sem cor
Sem chave
Sem motor
Liga o carro vai
Dá a partida
Tchau
Sem adeus
Despedida...
E milhões de carros no mundo
Milhões de mundos
Já que você é do mundo
E eu que nem reconheço
O meu canto nesse mundo
O nosso abraço
E o teu mundo
Impenetrável mundo
Fundo
E vago
Mas nenhuma vaga
Pro meu mundo
O nosso abraço
E o meu soluço
Desejo caindo no mundo
E o mundo caindo soturno
Só queda só
E dor
Seu mundo pálido e sem cor
Sem chave
Sem motor
Liga o carro vai
Dá a partida
Tchau
Sem adeus
Despedida...
Quatro animais invadiram o nosso habitat
E nos transformaram em animais também
Rastejantes como eles o são
Rastejamos pelo chão
Talvez exalando cheiros
Como todos os animais exalam
Cheiro do medo
Do pavor
Do assombramento
De sermos pegos de surpresa pela crueldade de uma arma em punho
Sons agudos de tiros à queima-roupa
E nossos amigos machucados
Ensangüentados
Sons de rezas
Sons de gritos
E a polícia que não entende o endereço
Nome, RG... pra quê?
Socorro é nosso nome
Socorro é o nosso endereço
Nosso corpo vilipendiado
Nosso espaço manchado
Mas a nossa arte sobrevive
E nossas armas estarão nos palcos
Defendendo-nos diariamente
E proclamando o nosso NÃO
à crueldade animalesca da violência
Que predomina em sociedade
E nos transformaram em animais também
Rastejantes como eles o são
Rastejamos pelo chão
Talvez exalando cheiros
Como todos os animais exalam
Cheiro do medo
Do pavor
Do assombramento
De sermos pegos de surpresa pela crueldade de uma arma em punho
Sons agudos de tiros à queima-roupa
E nossos amigos machucados
Ensangüentados
Sons de rezas
Sons de gritos
E a polícia que não entende o endereço
Nome, RG... pra quê?
Socorro é nosso nome
Socorro é o nosso endereço
Nosso corpo vilipendiado
Nosso espaço manchado
Mas a nossa arte sobrevive
E nossas armas estarão nos palcos
Defendendo-nos diariamente
E proclamando o nosso NÃO
à crueldade animalesca da violência
Que predomina em sociedade
Poema Johnsonn & Johnsonn
Descobrir o momento de desistir
E parar
Cegar o olhar
Emparedar o peito
Com jeito
Sem machucar
Findar o sentimento
Com açúcar e não cimento
Caipirinha de saquê
Pra sacar qual é
E prever o que será
Evitando desmantelar
A construção estelar
De paredes de algodão
Do sim e do não
Diários
Que eu mesma tenho que dar
Pra eu mesma educar
Pra não mais, pelo cano entrar
Voltei usar shampoo infantil
NO MORE TEARS
Chega de Lágrimas
E parar
Cegar o olhar
Emparedar o peito
Com jeito
Sem machucar
Findar o sentimento
Com açúcar e não cimento
Caipirinha de saquê
Pra sacar qual é
E prever o que será
Evitando desmantelar
A construção estelar
De paredes de algodão
Do sim e do não
Diários
Que eu mesma tenho que dar
Pra eu mesma educar
Pra não mais, pelo cano entrar
Voltei usar shampoo infantil
NO MORE TEARS
Chega de Lágrimas
É, os gatos não vivem seguros!
Meu gato tem um coração lindo
Que fica do lado de fora do peito
Por mais que ele salte in banco
Nada desse coração se machucar
Enquanto eu...
Eu,
Que guardo o meu coração bem direitinho
Dentro do peito, escondidinho
Protegidinho das TEMPESTADES
Mal tento saltar e esse meu coração reclama
Diz que se enche de hematomas
Diz que já está farto
De picadeiro-vida de gato
(Sem cama elástica)
Ah coração!
Que não me permite saltar o quanto gosto
Que me faz engatinhar apenas
E me arrastar pelas ruas
Sem saber a direção que estou seguindo
Mas sempre indo
Sempre
Vagante
Crepitante
Desejante
Sempre
De Parar
e
ficar
ti
te
Sal
tan
Que fica do lado de fora do peito
Por mais que ele salte in banco
Nada desse coração se machucar
Enquanto eu...
Eu,
Que guardo o meu coração bem direitinho
Dentro do peito, escondidinho
Protegidinho das TEMPESTADES
Mal tento saltar e esse meu coração reclama
Diz que se enche de hematomas
Diz que já está farto
De picadeiro-vida de gato
(Sem cama elástica)
Ah coração!
Que não me permite saltar o quanto gosto
Que me faz engatinhar apenas
E me arrastar pelas ruas
Sem saber a direção que estou seguindo
Mas sempre indo
Sempre
Vagante
Crepitante
Desejante
Sempre
De Parar
e
ficar
ti
te
Sal
tan
Sagrado & Profano
De todos os meus lugares preferidos
O PALCO
Iluminada ou iluminando
De todos os meus ritos preferidos
O TEATRO
Encenando ou assistindo
De todos os meus prazeres preferidos
O ARTÍSTICO
Dia a dia, gozando feitiços
O PALCO
Iluminada ou iluminando
De todos os meus ritos preferidos
O TEATRO
Encenando ou assistindo
De todos os meus prazeres preferidos
O ARTÍSTICO
Dia a dia, gozando feitiços
Surrealismo e a melhor Estação do ano...
A borboleta voava na esquina movimentada
Asinhas vermelhas, amarelas e pretas
"Viva a Primavera! Viva as borboletas!"
De repente o carro zero faz a curva
Num piscar de olhos
Num bater de asas
E a borboleta é esmagada no cruzamento!
Surrealismo na avenida!
Os pneus pretos
A lataria vermelha
E o sorriso amarelo do motorista
Que não chamou o Resgate.
Asinhas vermelhas, amarelas e pretas
"Viva a Primavera! Viva as borboletas!"
De repente o carro zero faz a curva
Num piscar de olhos
Num bater de asas
E a borboleta é esmagada no cruzamento!
Surrealismo na avenida!
Os pneus pretos
A lataria vermelha
E o sorriso amarelo do motorista
Que não chamou o Resgate.
A queda da bailarina
O sonho da noite invade o dia
Em dia
Em tempo de ainda ser sonhado
Tão pequenina a bailarina
Tão alto o telhado
E na íngrime escada
Um lapso
Um tempo
Um segundo e meio
Seria do chão a sua dança
Não fosse o amor que em minhas mãos emana
Seria do chão a sua dança
Não fosse o desejo que em minha boca canta
Vestido preto voando do teto
Meu guarda-chuva predileto
Trapezista de balcão de bar
Meu coração foi sua rede
Teu prazer foi o meu lar
Em dia
Em tempo de ainda ser sonhado
Tão pequenina a bailarina
Tão alto o telhado
E na íngrime escada
Um lapso
Um tempo
Um segundo e meio
Seria do chão a sua dança
Não fosse o amor que em minhas mãos emana
Seria do chão a sua dança
Não fosse o desejo que em minha boca canta
Vestido preto voando do teto
Meu guarda-chuva predileto
Trapezista de balcão de bar
Meu coração foi sua rede
Teu prazer foi o meu lar
?
Como dizer certas coisas, que talvez não sejam tão certas assim... e numa dessas nem você mesma está certa de que devem ser ditas?
Volver
Confusões homônimas
E o assunto de sempre
Sobrevoando sempre
Sopra vento, sopra!
Só pra eu ver o que acontece.
E o assunto de sempre
Sobrevoando sempre
Sopra vento, sopra!
Só pra eu ver o que acontece.
Esperando Zizi?
Uma notícia, uma canção...
Um dia especial!
Vem amor, vem!
Estou esperando há séculos e meios,
e tempos, tempos, tempos...
Te vejo na esquina.
Não tenha medo da curva.
Um dia especial!
Vem amor, vem!
Estou esperando há séculos e meios,
e tempos, tempos, tempos...
Te vejo na esquina.
Não tenha medo da curva.
Engano seu...
A curva da rodovia por cima do viaduto tentando subir no topo dos prédios.
O carro de polícia atropelando a água parada, lacrimejando o para-brisa.
A imagem-movimento da queda do ciclista rasgando o espaço, pedalando o tempo.
O andarilho, o saco plástico, o metal, o pneu, restos de comida e chinelo velho.
Corre-corre, bate-bate, rua sem saída!
Ódio de marido traído na magra esquina esguia!
Hóspede e hospedeiro na caixa de papelão-camburão.
E o pássaro sobrevôou a rosa vermelha, só não a levou, por causa do trânsito.
-Vôos, viadutos e viaturas.
O carro de polícia atropelando a água parada, lacrimejando o para-brisa.
A imagem-movimento da queda do ciclista rasgando o espaço, pedalando o tempo.
O andarilho, o saco plástico, o metal, o pneu, restos de comida e chinelo velho.
Corre-corre, bate-bate, rua sem saída!
Ódio de marido traído na magra esquina esguia!
Hóspede e hospedeiro na caixa de papelão-camburão.
E o pássaro sobrevôou a rosa vermelha, só não a levou, por causa do trânsito.
-Vôos, viadutos e viaturas.
Lê Temps
“ – On ne peut exercer aucune influence sur lê temps.
– On n’attendait pás lê temps, Cassiel. Et une fois que lê temps est arrivé on ne croyait pás qu’il pourrait un jour faire de nous des observateurs. C’est dur d’observer le temps qui en rait si peu sur lui-même et sur su prope dimension.”
Cassiel e Raphaella
Faraway So Close! ( Win Wenders)
– On n’attendait pás lê temps, Cassiel. Et une fois que lê temps est arrivé on ne croyait pás qu’il pourrait un jour faire de nous des observateurs. C’est dur d’observer le temps qui en rait si peu sur lui-même et sur su prope dimension.”
Cassiel e Raphaella
Faraway So Close! ( Win Wenders)
título
Eu não sei dizer muito sobre nada
Nunca consigo expressar o que sinto
Ou o que penso
Quase sempre mudo de opinião sobre tudo
Nunca sei o que penso realmente sobre isso ou aquilo
Sei o que as coisas são no momento específico em que são
Depois é futuro, incerteza
Sei o que gosto e o que não gosto, às vezes
E às vezes, também, gosto e desgosto com muita facilidade
Instabilidade ou espontaneidade
Não sei... nunca pensei sobre isso.
Nunca consigo expressar o que sinto
Ou o que penso
Quase sempre mudo de opinião sobre tudo
Nunca sei o que penso realmente sobre isso ou aquilo
Sei o que as coisas são no momento específico em que são
Depois é futuro, incerteza
Sei o que gosto e o que não gosto, às vezes
E às vezes, também, gosto e desgosto com muita facilidade
Instabilidade ou espontaneidade
Não sei... nunca pensei sobre isso.
-Queda-Salto-Queda-
O encantamento.
E o cessar das palavras.
Pensamentos mortos.
Gestos vivos.
E trêmulos.
Crueldade sendo-se.
Ar incondicionado.
A(r) brevidade.
A(r) longitude.
Afetividade.
Leve.
Violenta.
Quebra-frio-gelo-neve.
Poética-vazio-Artaud.
Magia e matéria.
O nada.
Só desejo só.
Prazer.
E a arte-peste-corpo arde.
Sem resgate.
Essência de Verão em plena Primavera.
E o cessar das palavras.
Pensamentos mortos.
Gestos vivos.
E trêmulos.
Crueldade sendo-se.
Ar incondicionado.
A(r) brevidade.
A(r) longitude.
Afetividade.
Leve.
Violenta.
Quebra-frio-gelo-neve.
Poética-vazio-Artaud.
Magia e matéria.
O nada.
Só desejo só.
Prazer.
E a arte-peste-corpo arde.
Sem resgate.
Essência de Verão em plena Primavera.
Mariposa, Mariposa
Clarice me rodeou!
E eu rodiei Clarice.
Mariposas sem pouso certo!
No começo era delicado.
E bonito!
O vôo dela.
Clarice batia suas asinhas com sutileza...
E sempre um sorriso.
Um sorriso nos lábios,
Um sorriso nos olhos,
Um sorriso no coração.
Clarice me voava e eu voava Clarice.
Mariposa: Mariposa.
Clarice me soprava uma brisa leve na alma!
E eu me deleitava em sua brisa.
Foi aí que eu peguei de amar Clarice.
Eu compus uma música pra ela.
E dancei!
Dancei pra Clarice todo o meu amor brisado!
E enquanto eu dançava, o mundo calou-se.
Foi quando eu percebi que o tempo ventava os olhos de Clarice.
E eu os vi diferentes.
Seus olhos estavam úmidos e silenciosos.
Acho que Clarice também pegou de me amar aquele dia.
Mas não é que Clarice deu de bater suas asinhas às minhas!
E eu, doentinha de amor, caía.
Mal conseguia me levantar e lá vinha Clarice pro meu lado.
Clarice, Clarice!
Foram vôos insuportáveis!
E eu achando que você me amava...
E eu rodiei Clarice.
Mariposas sem pouso certo!
No começo era delicado.
E bonito!
O vôo dela.
Clarice batia suas asinhas com sutileza...
E sempre um sorriso.
Um sorriso nos lábios,
Um sorriso nos olhos,
Um sorriso no coração.
Clarice me voava e eu voava Clarice.
Mariposa: Mariposa.
Clarice me soprava uma brisa leve na alma!
E eu me deleitava em sua brisa.
Foi aí que eu peguei de amar Clarice.
Eu compus uma música pra ela.
E dancei!
Dancei pra Clarice todo o meu amor brisado!
E enquanto eu dançava, o mundo calou-se.
Foi quando eu percebi que o tempo ventava os olhos de Clarice.
E eu os vi diferentes.
Seus olhos estavam úmidos e silenciosos.
Acho que Clarice também pegou de me amar aquele dia.
Mas não é que Clarice deu de bater suas asinhas às minhas!
E eu, doentinha de amor, caía.
Mal conseguia me levantar e lá vinha Clarice pro meu lado.
Clarice, Clarice!
Foram vôos insuportáveis!
E eu achando que você me amava...
Primavera
Lasquei meu olho de tanto querer ver
E não vi além daquilo que eu já sabia
Desconhecido sonho
Mora longe e não chega nunca
Não sei manter segredo
Silêncio dói cabeça, dói coração
Dói ouvido tapado desde cedo
Tinha uma voz na minha alma
Tinha uma voz que eu amo
Tinha uma voz que sumiu de mim
Desde ontem
Desde hoje
Dias de sol, dias de chuva
Dias de vento soprando cílios
Soprando Sorrisos
Dias em que as ruas da cidade têm outro cheiro
As ruas e o meu travesseiro
Dias de primavera
E o sol que lasca o olho da gente
Dias de primavera
e o vento tapando o ouvido da gente
Dias de primavera
"E essa chuva que não passa"
Trilha sonora dos sonhos distantes da gente
E não vi além daquilo que eu já sabia
Desconhecido sonho
Mora longe e não chega nunca
Não sei manter segredo
Silêncio dói cabeça, dói coração
Dói ouvido tapado desde cedo
Tinha uma voz na minha alma
Tinha uma voz que eu amo
Tinha uma voz que sumiu de mim
Desde ontem
Desde hoje
Dias de sol, dias de chuva
Dias de vento soprando cílios
Soprando Sorrisos
Dias em que as ruas da cidade têm outro cheiro
As ruas e o meu travesseiro
Dias de primavera
E o sol que lasca o olho da gente
Dias de primavera
e o vento tapando o ouvido da gente
Dias de primavera
"E essa chuva que não passa"
Trilha sonora dos sonhos distantes da gente
De repente, um dia desses...
De repente, como quando...
A gente...
Ou, como talvez...
Sei lá...
Daquele mesmo jeito, só que...
Diferente.
Sabe?
Eu não entendo!
Mas eu fico assim, mesmo, fico mesmo!
E daí?!
Mas eu me pego... de repente,
Assim, como quando...
Não sei como,
A gente...
Pois é, a gente!
Que coisa boa, a gente!
As gentes!!!
E tem voz,
E corpo...
Corpo na voz.
Imagem!
Imagem de gente que a gente...
Assim, de repente...
No vão de um dia desses,
A noite se alonga e...
A gente...
Ai, a gente!
Vivendo o repente... naturalmente.
A gente...
Ou, como talvez...
Sei lá...
Daquele mesmo jeito, só que...
Diferente.
Sabe?
Eu não entendo!
Mas eu fico assim, mesmo, fico mesmo!
E daí?!
Mas eu me pego... de repente,
Assim, como quando...
Não sei como,
A gente...
Pois é, a gente!
Que coisa boa, a gente!
As gentes!!!
E tem voz,
E corpo...
Corpo na voz.
Imagem!
Imagem de gente que a gente...
Assim, de repente...
No vão de um dia desses,
A noite se alonga e...
A gente...
Ai, a gente!
Vivendo o repente... naturalmente.
Fo-da--se
Foda-se o meu horóscopo
Foda-se se hoje fez 33 graus em São Paulo
Foda-se se o ar faltou
Se o ar se rarefez
Se ar a puta que pariu
Foda-se esse dia
E essa noite
Foda-se
Foda-se se tive estréia
Foda-se se fui a uma estréia
Estréia com acendo mesmo, porra!
Foda-se a nova língua portuguesa de merda!
Foda-se o tudo e o nada
Fo-da-se
.
.
.
.
.
.
Caguei!
Foda-se se hoje fez 33 graus em São Paulo
Foda-se se o ar faltou
Se o ar se rarefez
Se ar a puta que pariu
Foda-se esse dia
E essa noite
Foda-se
Foda-se se tive estréia
Foda-se se fui a uma estréia
Estréia com acendo mesmo, porra!
Foda-se a nova língua portuguesa de merda!
Foda-se o tudo e o nada
Fo-da-se
.
.
.
.
.
.
Caguei!
À DERIVA
"Por que há o direito ao grito. Então eu grito." - Clarice Lispector
Estou à procura de um espaço que não seja vilipendiado pela “arte” de construir medos e muros. Um espaço no qual a arte não seja uma paisagem conformada. Procuro um teatro que não seja assombrado pelo vedetismo de uma persona-poder-público, e que o palco deste teatro nunca, jamais, seja invadido e blasfemado em episódios de canastrice. Estou à procura de uma dança que não seja silenciosa e de um gesto não silenciado. Estou à procura de um grito sem limite de decibéis! De um riso sem nervoso. De um choro sem pesar. Estou à procura de uma música que proclame expressões e pensamentos de todos e a todos os cantos da alma humana. Uma música que não seja tema de tragédias, mas um leitmotiv de indignação coletiva. Procuro um drama que ultrapasse o ego e inquiete a indiferença! Procuro um dramaturgo para destrinchar esse enredo intrincado e um diretor que nos ajude a desenvolvê-lo de maneira leve. Estou à procura de um assessor de imprensa para o Gestus Social! Quero que se abram os espaços entre as articulações de jogo sujo que tanto nos enojam, abrindo de vez a musculatura do corpo-estomago-revirado, desentalando da ética moral, a repulsa pelo barbarismo invisível e a ditadura branca: paredes sufocantes, erguidas dia após dia, tijolo por tijolo, ato a ato, que mutilam o espírito artístico e a respiração humana nas vias públicas de nossa (sur)realidade cotidiana.
Karine Spuri
"Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome."
PERTO DO CORAÇÃO SELVAGEM - Clarice Lispector
continua....
Hoje é dia de feira
Plantar bananeira
Pra eu te cuidar
Hoje palavra falar
Boca rouca e pouca roupa
Pra eu te beijar
continua...
Plantar bananeira
Pra eu te cuidar
Hoje palavra falar
Boca rouca e pouca roupa
Pra eu te beijar
continua...
REPETIÇÃO E DESCONSTRUÇÃO OU POEMA PINA BAUSCH
AMAR DA MANEIRA MAIS CALMA DO MUNDO
AMAR SEM PRESSA DEVAGARINHO
AMAR SEM POR QUE PRA QUÊ
AMAR SEM COMO QUANDO ONDE QUEM
AMAR POR ONTEM HOJE E MAIS ALÉM
AMAR POR AMAR
AMAR SEM PRESSA DEVAGARINHO
AMAR SEM POR QUE PRA QUÊ
AMAR SEM COMO QUANDO ONDE QUEM
AMAR POR ONTEM HOJE E MAIS ALÉM
AMAR POR AMAR
AMAR POR GOSTAR
AMAR POR ENCANTAR
AMAR POR ASSIM DIZER
AMAR SEM EMAGRECER
AMAR SEM SOLUÇOS
AMAR SEM DESPEDIDA
AMAR APENAS
SEM DOR
NEM PENA
AMAR AMAR AMAR
SEM NADA PRA GANHAR
AMAR POR SABER
AMAR POR SER
AMAR POR QUERER
AMAR
SEM PRECISAR FALAR
AMAR
SEM PRECISAR COBRAR
AMAR E SÓ
FICANDO JUNTO
FICANDO SÓ
AMAR SEM NÓ
SEM DESFECHO
SEM EXPOSIÇÃO
AMAR O SIM
AMAR O NÃO
AMAR PARA AMAR
AMAR PARA SABER AMAR
AMAR PARA AMAR
E AMAR
O MAR
O AR
O R
Peixe Pequeno

- Quero mergulhar em sua boca - disse ele, olhando-a nos olhos, como quem vê o oceano. E, mordeu sua língua, num repente mudo.
ESCURECENDO A VISTA, COLORINDO O PALADAR.
- É... os peixes também morrem afogados! - Pensou ela, enquanto observava-o quase-branco, sufocando de tontura, ao perder o ar do estômago e o sal da nuca.
AMOR... QUE NADA!
ESCURECENDO A VISTA, COLORINDO O PALADAR.
- É... os peixes também morrem afogados! - Pensou ela, enquanto observava-o quase-branco, sufocando de tontura, ao perder o ar do estômago e o sal da nuca.
AMOR... QUE NADA!
Astrolábios
Em noite de aniversário
A certeza dos muito OBRIGADAS a dar
Num suave dedilhar de um violão
A Lua toda cheia de si a me embebedar
Um encantamento de amor
E o vinho tinto aveludando o paladar
PRESENTES voam pela sala
São as ALEGRIAS
Poesia desenhada em melodia
Voando e dançando
A coreografia dos dedos-cordas
ALEGRIAS pela sala
Asas batendo e o som do vento
Multiplicando-se
Dentro do olhar de cada um PRESENTE
Logo mais vou pra casa
Pegar carona na asa dela
ALEGRIA que me leve
Que me leve bem de leve
Já que leve, bem leve eu me sinto
Voarei por toda minha vida ao lado teu
Enquanto houver a Lua
Veludo seco de vinho tinto
E o suave dedilhar de um violão
A certeza dos muito OBRIGADAS a dar
Num suave dedilhar de um violão
A Lua toda cheia de si a me embebedar
Um encantamento de amor
E o vinho tinto aveludando o paladar
PRESENTES voam pela sala
São as ALEGRIAS
Poesia desenhada em melodia
Voando e dançando
A coreografia dos dedos-cordas
ALEGRIAS pela sala
Asas batendo e o som do vento
Multiplicando-se
Dentro do olhar de cada um PRESENTE
Logo mais vou pra casa
Pegar carona na asa dela
ALEGRIA que me leve
Que me leve bem de leve
Já que leve, bem leve eu me sinto
Voarei por toda minha vida ao lado teu
Enquanto houver a Lua
Veludo seco de vinho tinto
E o suave dedilhar de um violão
11/04/2009
AS CHAMAS DO FOGO DANÇAM
ELAS NÃO PARAM
REQUEBRAM AO SOM DO CHORO DOS GALHOS
QUE ARDEM
MÚSICA DE NOITE FRIA
SANTIFICANDO-SE
ELAS NÃO PARAM
REQUEBRAM AO SOM DO CHORO DOS GALHOS
QUE ARDEM
MÚSICA DE NOITE FRIA
SANTIFICANDO-SE
Objeto AMOR
03:32
Queria não querer que as coisas fossem de outro jeito.
Queria que não precisasse querer que as coisas fossem de outro jeito.
04:14
Acho que te amo, talvez!
09:56
E foi pra lavandeira com o lençóis sujos.
Pobre travesseiro apaixonado!
Queria não querer que as coisas fossem de outro jeito.
Queria que não precisasse querer que as coisas fossem de outro jeito.
04:14
Acho que te amo, talvez!
09:56
E foi pra lavandeira com o lençóis sujos.
Pobre travesseiro apaixonado!
Tudo é possível, possível, possível, possível, possível, possível, possível, possível, possível, possível, possível, possível, possível, possível, possível, possível, possível, possível, possível, possível, possível, possível, possível, possível, possível, possível, possível, possível, possível, possível, possível, possível, possível, possível, possível, possível, possível, possível, possível, possível, possível, possível, possível, possível, possível, possível, possível, possível, possível, possível, possível, possível, possível, possível, possível, possível, possível, possível, possível, possível, possível, possível, possível...
L' Amour ia
Queixas e queixos
Manchas e mágoas
Pedaços de papel picotados
Palavras latejando sob os cabelos
Um erro
Ou dois
Momentos
Exaltação, expurgação
Momentos
De não saber o NÃO
De não querer
Mentiria se fosse capaz
Se não doesse o contrário
Lama na boca não tem gosto de mel
Manchas e mágoas
Pedaços de papel picotados
Palavras latejando sob os cabelos
Um erro
Ou dois
Momentos
Exaltação, expurgação
Momentos
De não saber o NÃO
De não querer
Mentiria se fosse capaz
Se não doesse o contrário
Lama na boca não tem gosto de mel
Minha doce rainha do mar
Loroiê Exu, Iemanjá mandou chamar
Loroiê Exu, Iemanjá mandou chamar
Avisa Ogum que Iansã chegou
Que Iansã chegou
Na beira do mar
.
Loroiê Exu, Iemanjá mandou chamar
Avisa Ogum que Iansã chegou
Que Iansã chegou
Na beira do mar
.
Iemanjá assistiu de longe um amor soprado ao vento
E no mar ela chorou por Ogum e seu tormento
Com Xangô Iansã fugiu e levou sua alegria
Com seus nove filhos, Ogum só viu a ventania
.
Tem meia hora, o mar fui visitar
Minha rainha fazia um canto, ajoelhei ao escutar
Odoiá Iemanjá, que lindo e eu vim ver
Seu amor sempre gigante já nem cabe em você
.
Iaô, Iaôzim
Chama lá, Exu pra mim
Hoje é o dia de Iansã voltar
Pra acalmar Ogum, na beira do mar
Sintonia
Ela voava
Ele esquiava
E minhas mãos atadas
Ele esquiava
E minhas mãos atadas
Ah, meus olhos de mel
Doces no céu
Sem véu
Viam
Eles sempre viam
Vontades à vontade
As mãos inquietas quando estamos perto
Nada de distâncias entre as cadeiras
Se te tenho não te largo
Não me canso dos teus lábios
Adoro esse seu gosto
E seus contornos rosados
Sempre indo cedo demais
Sempre indo
Sempre me deixando vontades
Ah, vontade
A cabeça que ainda gira quando a gente pára de rodar
E é sempre um perigo a gente na pista
Dançando a nossa dança
Instinto criança precisando aprender
Corpo sem controle, fora do eixo do receio
Soltinho soltinho
No compasso de beijos
Rodopio de desejos
Tinta da tua pele na minha
Deixa-se ser
Deixa-se ser mais
Deixa-se ser um pouquinho mais
Ah, esses seus lindos olhos verdes!
As mãos inquietas quando estamos perto
Nada de distâncias entre as cadeiras
Se te tenho não te largo
Não me canso dos teus lábios
Adoro esse seu gosto
E seus contornos rosados
Sempre indo cedo demais
Sempre indo
Sempre me deixando vontades
Ah, vontade
A cabeça que ainda gira quando a gente pára de rodar
E é sempre um perigo a gente na pista
Dançando a nossa dança
Instinto criança precisando aprender
Corpo sem controle, fora do eixo do receio
Soltinho soltinho
No compasso de beijos
Rodopio de desejos
Tinta da tua pele na minha
Deixa-se ser
Deixa-se ser mais
Deixa-se ser um pouquinho mais
Ah, esses seus lindos olhos verdes!
Pedaço
Destinos diferentes
Cruzando-se como se fossem dois individados
Ele um tanto sem cara
Ela um tanto sem rumo
O sol brindou com sorrisos
O que nunca deixaria de ser lágrimas
E por pura insistência
O que já era incoerência
Deixou-se em brilho por um instante
Segundos inteiros
Minuto e meio
Mesclando ossos e peles
Criando um baile sem máscaras
Estremecendo certezas
Desmantelando esperanças
E, bem ou mal (nunca se sabe)
Um ultimo grito rasgou de liberdade
O silêncio estilhaçado que a avenida ecoou
Acordando assim todas as gentes
Quando o picadeiro se quebrou
Aplausos de um para o outro
Certos de que não mais
Nem sequer um dia a mais
E o pouco que era pouco
Pouco a pouco se acabou
Cruzando-se como se fossem dois individados
Ele um tanto sem cara
Ela um tanto sem rumo
O sol brindou com sorrisos
O que nunca deixaria de ser lágrimas
E por pura insistência
O que já era incoerência
Deixou-se em brilho por um instante
Segundos inteiros
Minuto e meio
Mesclando ossos e peles
Criando um baile sem máscaras
Estremecendo certezas
Desmantelando esperanças
E, bem ou mal (nunca se sabe)
Um ultimo grito rasgou de liberdade
O silêncio estilhaçado que a avenida ecoou
Acordando assim todas as gentes
Quando o picadeiro se quebrou
Aplausos de um para o outro
Certos de que não mais
Nem sequer um dia a mais
E o pouco que era pouco
Pouco a pouco se acabou
LA CANCIÓN DE MIS SUEÑOS
Hoy me fue a la calle vivir mis sueños
Muy lejos de mi, más cerca de ti
Caminante a volar con el tiempo
Con el tiempo y con el viento
Arrastrando mi corazón
A buscarte en cada rincón
Y volando encontré sonrisas
Muchas y muchas sonrisas
Todas las sonrisas del mundo
Y nada había de ti
Ninguna me hecho cantar
Ninguna me hecho sonreír
Y mis olvidos duelen sin tu voz escuchar
Duelen mis ojos, sin los tuyos mirar
Mi sonrisa ahora llora
Escurriendo por la ciudad
Por las calles y recovecos
Ya no me gusta caminar
Y así se van mis sueños
Sin mi cuerpo despertar
Mi cuerpo se hace caído
Y ya no puede más volar
Mañana no más me voy a la calle
Ya no tengo lo que sueñar
No me gusta vivir mis sueños
Si no hay nada de ti para encuentrar
Karine Spuri - 11/01/2009
Muy lejos de mi, más cerca de ti
Caminante a volar con el tiempo
Con el tiempo y con el viento
Arrastrando mi corazón
A buscarte en cada rincón
Y volando encontré sonrisas
Muchas y muchas sonrisas
Todas las sonrisas del mundo
Y nada había de ti
Ninguna me hecho cantar
Ninguna me hecho sonreír
Y mis olvidos duelen sin tu voz escuchar
Duelen mis ojos, sin los tuyos mirar
Mi sonrisa ahora llora
Escurriendo por la ciudad
Por las calles y recovecos
Ya no me gusta caminar
Y así se van mis sueños
Sin mi cuerpo despertar
Mi cuerpo se hace caído
Y ya no puede más volar
Mañana no más me voy a la calle
Ya no tengo lo que sueñar
No me gusta vivir mis sueños
Si no hay nada de ti para encuentrar
Karine Spuri - 11/01/2009
Salve São Paulo!
Noite à margem da noite
Noite de boas voltas à São Paulo
Divertida e louca como nós
Porque a gente se diverte assim, não é?!
A gente roda e roda e gira
E gira a gira da noite
Ensandecida!!!
E o travesti tão menina-menino, ainda!
Tão 19 anos e um sorriso no rosto!
Quase acredita que é feliz, não é?!
Pois é
.Pois é
.Pois é
A repetição do ratinho loiro de piercing
Sem família e já sem vocabulário
Orelha rasgada n' A Loka durante a noite
E Ne me quit te pás pra gente de manhã no bar
Entre um soluço e outro
Entre um pedido de desculpas e outro
.
Tudo bem, Bibi, a gente entende!
.
Tem diversão na mesa ao lado
Tem vontades e copos vazios
Tem um casal que ama
Um copo a mais na mesa
Um corpo a mais na cama
Um corpo a mais na cama
E o tarólogo-macumbeiro-kardecsista bahiano
Sabrinas, Samanthas e Jéssicas
Sortes na calçada e o primeiro programa do ano
São Paulo olhe por elas!
E eu
.
E tu
.
E ele
.
Nós, Vós, Eles
Tantos mundos na noite
Noite após noite
Sempre à procura de um mundo outro
Pra dentro de seu mundo oco
E a gente pode notar!
Quase se é feliz assim, não é?
Basta não estar a sós!
.
São Paulo, São Paulo, olhe por nós!
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